25/10/2026
A Liga Portuguesa de Ambulâncias (LPA) tomou conhecimento da decisão do Governo de incluir as empresas privadas de transporte não urgente de doentes no âmbito dos apoios financeiros extraordinários e temporários previstos no Decreto-Lei n.º 199/2026, de 7 de outubro, destinados a mitigar o aumento dos custos de exploração associados aos combustíveis e ao AdBlue.
A LPA saúda a decisão do Governo e a abertura de um processo negocial para as restantes reivindicações (revisão dos preços do transporte de doentes, os atrasos nos pagamentos por parte de instituições do SNS, a desigualdade no regime de portagens aplicadas aos VDTD´s e a necessidade de rever o enquadramento legal e regulamentar do setor), cuja primeira reunião está agendada para segunda-feira, 26 de outubro.
Esta medida constitui uma resposta positiva a uma das principais reivindicações que a Liga tem vindo a apresentar junto dos responsáveis governamentais, corrigindo uma situação de desigualdade que vinha penalizando injustamente as empresas do setor.
Face a estes desenvolvimentos, e num sinal de boa-fé e de confiança no processo negocial agora iniciado, a Liga Portuguesa de Ambulâncias decidiu suspender a marcha lenta de ambulâncias agendada para amanhã, segunda-feira, 26 de outubro, que teria início em Almada e atravessaria a Ponte 25 de Abril em direção a Lisboa.
A LPA agradece a mobilização, a união e a disponibilidade demonstradas pelos empresários e profissionais que se preparavam para participar na manifestação, considerando que esta demonstração de determinação foi fundamental para dar visibilidade às dificuldades enfrentadas pelo setor.
A Liga agradece igualmente a atenção dispensada pelos órgãos de comunicação social, que contribuíram para sensibilizar a opinião pública e os responsáveis políticos para a importância desta atividade.
A suspensão da marcha lenta não representa o abandono das reivindicações, mas antes uma oportunidade para que o diálogo institucional produza resultados concretos.
A LPA continuará a acompanhar atentamente a concretização dos compromissos assumidos, mantendo a defesa intransigente das condições necessárias à sustentabilidade das empresas e à continuidade de um serviço essencial à população.
Pela sustentabilidade das empresas, pela dignidade dos profissionais e pela garantia do transporte de doentes em Portugal!