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• Garantir a total satisfação de nossos clientes

07/11/2016
03/11/2016
03/11/2016
03/11/2016
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27/05/2014
13/02/2014

Novo aeroporto em SP para 48 milhões de passageiros deve sair do papel em 2014
Projeto de R$ 5,3 bilhões deve ser autorizado por decreto no primeiro semestre

Terreno reservado para a construção tem sete quilômetros
Reprodução/Prefeitura de Caieiras
Um decreto da presidente Dilma Rousseff, previsto ainda para o primeiro semestre de 2014, pode tirar do papel a construção de um terceiro aeroporto de passageiros na Grande São Paulo. Enterrado pela última vez em 2011, o projeto foi resgatado em dezembro de 2013, pela própria presidente.

A cidade escolhida para o Nasp (Novo Aeroporto de São Paulo) seria o município de Caieiras, a 30 km da capital paulista. O projeto de R$ 5,3 bilhões é das construtoras Camargo Corrêa e Andrade Gutierrez e seria operado pela concessionária do grupo, a CCR. O terminal, com duas pistas independentes, teria capacidade para 48 milhões de passageiros e tempo de construção estimado em cinco a dez anos.

As construtoras prometem revelar mais detalhes assim que a presidente assinar o decreto. Em nota, elas declararam que “estudos desenvolvidos comprovam a viabilidade técnica e operacional” do Nasp e que “a concretização do projeto vai proporcionar atendimento de qualidade à demanda excedente de passageiros e importante impulso ao desenvolvimento da região metropolitana de São Paulo”. A CCR seguiu pela mesma linha, afirmando que "está sempre atenta às oportunidades para o desenvolvimento de novos negócios na área de infraestrutura no Brasil, inclusive no setor aeroportuário", evitando porém dar mais detalhes de sua participação no projeto.

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O R7 procurou a SAC (Secretaria de Aviação Civil) — um dos responsáveis por autorizar a construção de novos aeroportos — para comentar a possibilidade do Nasp já em 2014. A secretaria divulgou apenas que “o projeto ainda está em estudo e não há prazo para sua liberação”. Sem uma posição mais clara da SAC, a FAB (Força Aérea Brasileira) e a Anac (Agência Nacional de Aviação Civil) preferiram não comentar o assunto.

Já a Abear (Associação Brasileira das Empresas Aéreas) disse, por meio da sua assessoria, que o setor “vê com otimismo todas as iniciativas pela melhoria e ampliação da infraestrutura aeroportuária nacional, atualmente um dos grandes gargalos da área”. Mas disse que só comentará o novo aeroporto assim que tiver mais “detalhes dele e de sua adequação/liberação para uso pela aviação comercial, o que envolveria uma alteração de legislação”.

A Associação se refere a outro decreto assinado por Dilma em dezembro de 2012, que permite a construção de aeroportos privados, mas exclusivamente de aviação executiva, ou seja, destinados a aeronaves de pequeno porte para uso particular. Para o Nasp sair do papel, a presidente terá de modificar esse decreto, permitindo a criação de aeroportos para voos regulares de passageiros operados por companhias aéreas.

06/02/2014

Estudo do BNDES sobre aportes nos próximos quatro anos aponta para o crescimento do setor de 57%, como consequência das concessões

A previsão de investimentos de R$ 240 bilhões em projetos logísticos - construção e 11 mil km de linhas férreas e 7 mil km de rodovias, além da modernização de dois aeroportos e dos portos brasileiros, previstos no Programa de investimento sem Logística (PIL) - posiciona o setor de mobilidade entre os que tiveram maior taxa de crescimento nos próximos quatro anos. Estudo do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico (BNDES) confirma as perspectivas e apontam para um crescimento do setor de 57% até 2017.

De acordo com o levantamento Perspectivas do Investimento 2014-2017, divulgado ontem, com as concessões, a taxa de investimentos em logística no Brasil deve alcançar 22,2% do Produto Interno Bruto (PIB) em 2018. Segundo o BNDES, só as ferrovias deverão receber R$ 59 bilhões de 2014 a 2017, R$ 31 bilhões a mais que nos últimos cinco anos. Já os portos terão R$ 34 bilhões, R$ 19 bilhões a mais que o período de 2009 a 2012. Somados, os modais receberão R$ 50 bilhões.

Enquanto isso, os aeroportos ficarão com apenas R$ 1 bilhão a mais e as rodovias, R$ 8 bilhões, comparado ao período anterior.

"Os setores de logística são disparados os principais da área de infraestrutura que receberão investimentos nos próximos anos. Por causa da necessidade de se antecipar as obras devido à Copa e aos Jogos Olímpicos,os aeroportos apresentam uma taxa de incremento menor que os demais", observa o economista-chefe do BNDES, Fernando Pimentel Puga.

Quanto às rodovias, Puga ressalta a valorização histórica do modal, que ainda costuma contar com investimentos mais equilibrados e distribuídos nos anos.

Para a pesquisadora do Departamento de Economia Aplicada do Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getúlio Vargas (Ibre/FGV) Júlia Fontes, o incremento do setor de
logística traz nova esperança para a economia brasileira, com impactos positivos para o PIB. Mas, segundo ela, os resultados virão a longo prazo.

"As mudanças ocorrerão em doses pequenas, um incremento de 1% a 2% ao ano no PIB", avalia a economista, que chama a atenção para a grande insegurança que ainda envolve os empresários quanto ao investimento nas ferrovias, o que pode comprometer o processo de concessão, cujo marco regulatório deve sair nos próximos meses.

"Como há um questionamento sobre as condições da Valec (controlada pela União) de pagar pela compra da capacidade de infraestrutura e de que maneira ela venderia a concessão ao capital privado, que exploraria o serviço, há o risco do processo de concessão das ferrovias demorar mais do que o previsto ou ter poucos concorrentes", destaca Júlia Fontes.

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